28.1.05

II (de "Três Tercinas")

Nunca não ser ninguém nem nada
porém deixar-se estar no tempo
como se a vida fosse água,

com quem bóia à flor da água
sem rumo, sem remo, sem nada
além de sono, tédio e tempo

senhor de todo o espaço e o tempo,
munido só de pão e água
e, sem precisar de mais nada,

beber sua agua enquanto é tempo.
E, depois, nada.


Paulo Henriques Britto - Macau

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